sexta-feira, janeiro 13, 2012

Ausência.


Ausência



Saudade de ti, ó meu bem querer!
A Lua não é Lua, meu pingo de gente!
Há loucuras no apogeu do relento:
- Noite, cidade vaga a fenecer!...

Ah, voz do poeta ao entardecer!...
As pegadas se apagam, silentes...
E a secura do óleo sai da mente;
a soma voltará ao anoitecer!...

Tudo perde sentido sem tua flor,
não esquecerei frases de amor,
na torre com tua luz colorida!

Ah, menina, não mostras tua noite,
mas sinais da garoa não tem açoites;
... e o sorriso esmaece nesta vida!


Soneto gentilmente oferecido pelo amigo.
Machado de Carlos
São Paulo, 26 de novembro de 2011
2h18

Sexta-feira, Janeiro 13, 2012
Imagem google.

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3 comentários:

Marcia disse...

Esse meu amigo Machado encanta rs!!Parabens pela escolha querida,bom fim de semana!

Maria disse...

A saudade dilacera o coração, e como ela está tão bem descrita, neste soneto maravilhoso do amigo Machado.
Bom fim de semana
beijinhos
Maria

Machado de Carlos disse...

Como é bom sentir-lhe, principalmente quando se faz uma pequenina frase em uma madrugada. Mas saiba, muita vez, num pequeno verso existe um grande sentimento!
Sim, claro será um prazer ter um pequeno verso em sua página! Alegra-me!
Obrigado Grande Amiga Terê!