quinta-feira, junho 28, 2012

Soneto para a seca.

Um soneto para a seca
em versos emudecidos
na terra que não há chuva
se ouve gritos e gemidos.

A terra chora se abrindo
as rugas ferem seu rosto
chama e a chuva não vem
os ossos ficam expostos.

Seus povos gritam de fome
a alegria vai embora
o riso some.

As crianças querem brincar
são algemadas
desmamadas desalentadas.

Terê cordeiro.

8 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema real, forte e extremamente belo.Beijos.

Edna Lima disse...

O poema é lindo. Embora retratando uma triste realidade. Obrigada pela visita. Também ando sumida, fases.
Beijos. Edna.

ANGEL disse...

Terê! Desejo um ótimo dia de São Pedro, amiga! Sem muito tempo para te visitar...Mas continuo a te admirar sempre! Aqui, um soneto à seca nordestina, muito bem elaborado.

Bjoss!

poetisa Tonha Mota disse...

Parabens! peloblog e pelo poema
sou uma autêntica nordestina e tudo que se refere ao tema me intereço vim conferir o soneto á seca nordestina.A realidade em versos.Parabéns!!...
poetisa Tonha Mota

Silenciosamente ouvindo... disse...

Aqui estou eu com muito gosto no
seu blogue para ler a maravilhosa
poesia que aqui insere
Desejo que esteja bem.
Beijinho
Irene

Marilu disse...

Querida amiga, linda e triste poesia, já existem lugares que não tem uma gota de água. Vamos pedir a Deus que mande chuva. Tenha um lindo final de semana. Beijocas

Mery disse...

É triste sim, muito!
Tá demais o sofrimento desse povo e nós fazemos o quê...?
Os políticos só querem dinheiro nos bolsos deles, "revoltante!
"O riso some¨**
Isso me deixa triste sei da fome das crianças porque aqui por outros motivos convivo com ela¨¨A Fome!
Beijinhos, estava c saudades de ti.
Boa semana.
Mery*

Mario Neves disse...

Olá Terê! Foi com muita alegria que recebi sua visita em meu desbragado recanto.Espero que tenha sido a primeira de uma longa série de visitas e de minha parte estarei sempre vindo por aqui também. Lendo aqui seu soneto, que conheci declamado e na sua própria voz. Mas ouvindo as palavras vem depressa e aos poucos vou se desintegrando no ar. Aqui sé pode ver com mais vagar e saborear a idéia que o poeta trás na mensagem. Tema triste, não ficção, um retrato em preto e branco do flagelo da seca que você relata bem, por ter sensibilidade e por ter sido testemunha ocular do fato. Seja sempre bem-vinda a este recanto onde o amor é contado e cantado com loucura e delírio. Saudações Poéticas - Mario Neves.